Publicado por: 5dollarshoes | 25/01/2010

Still going, still going…

   Pra quem já conhece o Animal Collective desde tempos atrás, ou quem recentemente se interessou pela banda e já cavou a internet procurando por todos os seus trabalhos, já percebeu que eles mudam sua sonoridade, ou até a sua proposta de como fazer música, tão rapido como a chuva vem/vai em São Paulo.

Download do EP: Animal Collective & Vashti Bunyan – Prospect Hummer  

E quando eles juntam o seu período mais folk do que psicodélico, e ressuscitam umas das pioneiras do folk/rural… Acontece por algum momento (4 músicas, pra ser exato) um evento musical com preciosidade totalmente subestimada.

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Publicado por: 5dollarshoes | 21/01/2010

Trains to Independence

A muito esquecida, mas não menos avant-garde banda Guillemots nos deixa uma deliciosa herança! 🙂 (de tão gostosa, a música Walk Into The Room merece até um smile, ou algo mais brega, se houver). Música pra arrepiar qualquer nível de sensibilidade.

Download do cd: Fyfe Dangerfield – Fly Yellow Moon (2010)

Publicado por: 5dollarshoes | 21/01/2010

Norwayayayayayay

Download do CD: Beach House – Teen Dream (2010)

Publicado por: 5dollarshoes | 20/01/2010

Enquanto isso, na sala do James Cameron…

Assistente de roteirista: Adorava Pocahontas na minha infância.

James: ainda to pirando com a mensagem de 2012…

Diretor de arte: (ouvindo um cd do YES no seu iPod-qualquer-que-seja-a-última-geração)

Produtor: vocês já leram aquele livro G-E-N-I-A-L, o Eragon?

(Ao fundo na sala, vê-se um pôster do Senhor dos Anéis e vários outros blockbusters, alguém está jogando King Kong no seu PSP personalizado de Transformers, e o filho de alguém cai de um balançinho instalado numa mangueira enorme.)

Publicado por: 5dollarshoes | 19/01/2010

I need 1, 2, 3, 4… NO DAYS OFF!

   “E hoje, algo histórico está para acontecer. Eles estão aplaudindo o DJ. Não é a música, não é o criador, não o músico, mas o meio. É o começo da cultura new rave.” Uma das frases mais apoteóticas que a personagem Tony Wilson cita no filme A Festa Nunca Termina (24 Hours Party People).

   Do começo ao fim servindo como condutor narrativo para ligar os fatos que acontecem durante o filme, como também para analisar no melhor estilo mockumentary o que aconteceu e o que está para acontecer no destino da cultura underground de Manchester entre os anos 70 e 90, Tony Wilson é mostrado como a força motora que trouxe à tona o selo Factory e o clube Haçienda, e fez serem reconhecidas bandas como Joy Division (e depois o New Order), A Certain Ratio e Happy Mondays.

   O filme narra desde a famosa primeira apresentação dos Sex Pistols em um buraco com pouco mais que quarenta pessoas, e segue pelas inspiradas (e loucas) apresentações do Ian Curtis e seu suicídio, até o fechamento do clube Haçienda, que na época era o berço do nascimento da cultura new rave, movimento que misturou o acid rock ao house, passando aí no meio pelo abuso desmedido de todos os tipos de drogas, dificuldades financeiras, descontentamentos com a cidade e o declínio da ordem, chegando ao ponto de pessoas receberem tiros na calçada ou em um bar, sem saber o porque ou daonde.

   Um ótimo ensaio não somente sobre o cenário do rock de Manchester daquela época (que hoje se mostra de novo como um ótimo lugar pra se tirar uma banda de rock), mas da música como um meio de interpretar e dar voz à uma sociedade. Não nos impõe uma idéia positiva ou negativa da vida “sexo, drogas e rock’n’roll”, mas nos faz refletir sobre a herança dessa época na cultura clubber de hoje em dia que anda cada vez mais DIY, disseminada por bandas cada vez mais independentes, seja de gravadoras, seja de idéias massificadas (no filme é até citado o termo indie), ou DJ’s que simplesmente só querem fazer uma festa sem música porcaria.

Publicado por: 5dollarshoes | 16/01/2010

Get on your geeky shoes

Publicado por: 5dollarshoes | 12/01/2010

you shall see, feel and hear.

   Como um filme com Schubert, Delibes e Bach na trilha sonora, Bauhaus cantando na sua abertura, e estrelando David Bowie, Catherine Deneuve e Susan Sarandon poderia ser ruim, ninguém soube, nem talvez nunca chegue a saber porque Fome de Viver deu tão errado nas bilheterias, mas ficou tão marcado na memória da cultura underground e gótica.

  Trailer com direito à narração que lembra os filmes de exploitation (não seria esse filme uma declarada inspiração deles?), montagem exagerada e fotografia que faria inveja ao mais gótico dos cineastas, o filme, que tem como premissa o estudo do envelhecimento precoce nos seres humanos enquanto os vampiros se chupam (oi?), vai do glam ao trash na mesma velocidade. Cult até a última gota.

Publicado por: 5dollarshoes | 12/01/2010

O pato, a morte e a tulipa.

   Hoje no trabalho, resolvi que ia dar um tempo de livros de música e da sessão de Cantoras de Jazz, e ia dar uma passeada na sessão infantil e pegar algumas coisas legais, já que há tanto tempo ando meio desligado do que tá acontecendo na parte do mundo que desconhece o Twitter, rock, drogas ou fama. E redescobri como a literatura infantil é tão cheia de simbolismos e sensibilidade para com sentimentos que são tão dificeis de entender, como também de se falar. E no meio de uns 8 livros que eu peguei, lá estava o lançamento da Cosac Naify “O pato, a morte e a tulipa”.

   Com desenhos meio rabiscados, sutis, e cores que quase se parecem com a do fundo do papel, o conto fala sobre um pato que tem um encontro com uma simpática morte, e a questiona sobre para onde está indo, ou como vai acontecer o infalível evento. E tudo o que a morte tem a dizer ao preocupado patinho é: raposa. Ao invés de entrar em desespero, coisa muito própria do mundo cartunesco, ou insistir com as perguntas que nunca iriam ver respostas, o pato convida a morte para ir ao lago, e observar o mundo do alto de uma árvore, fazendo com que a morte guarde sua tulipa (os mais atenciosos vão refletir muito sobre o significado da tulipa), e entrando numa relação muito que afeituosa com o patinho, até o dia em que ele começa a sentir frio, e ver uma leve cortina de neve, e pede para que a morte o aqueça.

   Trazendo aos leitores mais jovens uma noção de preocupação de como eles vão desfrutar sua vida daqui pra frente e entender/aceitar a morte, e aos mais velhos, a chance de reconsiderar suas opiniões sobre questões fundamentais que são perdidas na complexidade das relações do dia-a-dia, lidando tudo com um imediato descontrolado, que nos faz pensar para onde estamos indo e qual caminho tomamos mais cedo. O pato, a morte e a tulipa, assim como em O Pequeno Príncipe e Onde Vivem os Monstros, que tratam dos pesos do amor e da solidão, e da infância e da confiança, respectivamente, nos faz pensar em como poderiamos, a partir de nossas experiências pessoais, reagir à uma morte tão convidativa, que está tão interessada nos assuntos terrenos, que pode até nos dar um tempo para mostrar que algo que fazemos aqui embaixo realmente vale a pena.

“É tão estranho ver as coisas do alto de uma árvore.”

Publicado por: 5dollarshoes | 11/01/2010

So Susie, take my hand.

Disco Lento, salvai!

Refrão com cara de boyband, pegadinha disco podia ser quase piegas e virar gaytone, mas consegue ser perfeito, viciante, e de cara uma das bandas que mais quero acompanhar de agora em diante. ❤

Publicado por: 5dollarshoes | 06/01/2010

fauvistas

A complexidade literária das canções quase engana os temas e pensamentos simplistas, que chegam a soar quase infantis, do CD “Two Dancers” dos Wild Beasts. 

Banda criada desde 2002, mas só chegando a lançar o primeiro álbum inteiro somente em 2008 (nesse meio tempo vários singles e 3 EP’s),  chegam com seu último CD no auge da maturidade da sua idéia, que é criar um som cru, desde os intrumentos, onde podemos ouvir claramente cada um conforme eles aparecem e criam o clima da música, até a voz do seu vocalista, famoso por trazer a banda uma voz de contratenor que faria bonito ao lado do Antony Hegart. Esse, por exemplo, sendo o exemplo que eu consigo chegar mais perto para poder comparar o som da banda, que lembra muito a colaboração do Antony (Antony and the Johnsons) com a banda eletrônica Hercules and The Love Affair.

Letras criativas, que evocam a genialidade do Franz Ferdinand em usar referências literárias em suas canções(The Fun Powder Plot), sonoridade  shoegazy que lembra o começo da carreira do Animal Collective (Underbelly, com texto arrepiante), e o lirismo único de sua voz que convida o ouvinte ao universo da banda sem precisar de instrumento nenhum na sua introdução (Hooting and Howling).  CD com músicas para serem apreciadas uma de cada vez, que fazem você redescobrir a banda a cada vez que escuta.

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