Publicado por: Neto | 24/04/2009

síndrome do 3° disco?

Texto originalmente publicado em 22/04/09, aqui.

mp

Em 2005 foi lançado o disco A certain trigger, de uma certa banda inglesa chamada Maxïmo Park e que chamou a atenção de muita gente (inclusive a minha) com um indierock veloz e “esperto”, seguindo a linha de bandas conterrâneas e contemporâneas como The Pigeon Detectives e The Rakes. De …trigger surgiram vários hits como “Apply some pressure”, “Graffitti” e “Going missing”.

A expectativa pro sucessor do debut do Maxïmo Park estava criada. Aí, em 2007, o quinteto de Newscastle lançou o ótimo Our earthly pleasures. Com faixas excelentes como “Our velocity”, “Girls who play guitars” e “Books from boxes”, o disco entrou na minha lista pessoal de melhores daquele ano e a banda passou a ser integrante certa no meu mp3player.

quicken

Dois anos depois de …pleasures, a banda volta com mais um disco, terceiro da carreira e agora produzido pelo lendário Nick Launay, que já produziu desde Gang of Four até YYYs, passando por Talking Heads e Silverchair. O álbum se chama Quicken the heart, será lançado oficialmente dia 11 de maio e mostra uma banda visivelmente mais amadurecida, com todos os prós e contras que isso possa sugerir.

“Wraithlike” abre Quicken e, apesar de nenhuma surpresa gerada no ouvinte, também não decepciona ninguém. Quando ouvi a segunda faixa, “The penultimate clinch”, conclui que provavelmente nunca havia escutado uma abertura de música tão parecida com Joy Division que, bem, não fosse realmente Joy Division. Em seguida vem o primeiro single do disco, “The kids are sick again”, com o vocalista Paul Smith, envolto num clima post-punk demais para os padrões da banda, nos dizendo que não se importa de perder o auto-respeito, pois ele já fez isso antes e faria novamente (!).

A trinca de músicas que se segue é bastante fiel à toda climática do disco e se encaixam perfeitamente, sugerindo possíveis futuros singles. Destaque para “Calm”. Das 6 faixas restantes no disco,destacam-se “Roller disco dreams” e… bem, só essa. E talvez, com um pouco de boa vontade, a última do álbum, “I haven’t seen her in ages”. E é justamente aí que Quicken the heart peca. Depois de um começo promissor, mostrando uma banda madura e com uma sonoridade que mistura a vitalidade e euforia características do grupo mais a influência por essa nova “onda” que assola a Grã-Bretanha e que mostrou ao mundo ultimamente bandas como Glasvegas e White Lies, o Maxïmo Park se perde na segunda metade do disco e nos decepciona um pouco com um lado meio preguiçoso.

Quando o álbum acaba, a sensação é a de que não existem hits diretos e “fáceis”. O primeiro single, apesar de ser muito bom, não tem a vibração e urgência de “Apply some pressure” e “Girls who play guitars”. O que faz de Quicken um daqueles discos em que você começa a escutar e gostar mas, a partir da metade, soa repetitivo e sem novidades. Uma pena pra uma banda com tanto potencial. Mas ainda assim vale a pena uma conferida, pela seis faixas iniciais do cd. Depois disso, é aconselhável a mudança pra algum dos dois trabalhos anteriores do Maxïmo Park.

Download (via comunidade da banda no Orkut)

Nota: 2.8/5.0


Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Categorias

%d blogueiros gostam disto: